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Com produção em alta, Conab decide estocar arroz em maio para evitar desvalorização do produto, diz presidente

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A decisão da Conab

A decisão da Conab

O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, anunciou que a instituição planeja voltar a estocar arroz a partir de maio.

Essa medida vem em resposta à crescente produção do grão, que registrou um aumento significativo.

A declaração foi feita na última quarta-feira, durante uma sessão solene no Senado, que comemorava os 35 anos da Conab.

A cerimônia contou com a presença de autoridades, servidores e representantes do setor agrícola.

Pedro destacou a importância de se manter os estoques regulados para evitar uma desvalorização do produto no mercado.

A Conab, entidade vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, é responsável pela gestão de estoques públicos.

Ela também atua na realização de leilões de compra e venda de produtos agrícolas e no monitoramento de safras.

Essas funções são cruciais para manter o equilíbrio do mercado, prevenindo a oscilação de preços em tempos de superprodução ou escassez.

O aumento da produção de arroz

Recentemente, a Conab divulgou que a safra de arroz de abril apresentou um crescimento de 14,7% em relação ao ano anterior.

Na safra 23/24, foram produzidos 10,5 milhões de toneladas, enquanto na 24/25 esse número saltou para 12,1 milhões de toneladas.

Esse crescimento é resultado de uma série de políticas e investimentos feitos pela companhia em parceria com o governo.

Entre essas políticas estão as linhas de crédito para a compra direta de arroz cultivado por agricultores familiares.

Essas iniciativas têm se mostrado eficazes na promoção e no fortalecimento da agricultura familiar.

Além disso, a Conab atuou na negociação de R$ 162,2 milhões em contratos de opção de venda de arroz.

Esses contratos abrangeram um total de 91,7 mil toneladas do cereal, proporcionando uma segurança extra aos produtores.

Histórico de atuação e desafios enfrentados pela Conab

Em 2024, a Conab enfrentou um grande desafio em relação a um leilão para a compra de arroz importado.

Este leilão tinha como objetivo conter a alta nos preços do cereal, que havia sido agravada por enchentes no Rio Grande do Sul.

O processo, no entanto, foi anulado devido a suspeitas de irregularidades, trazendo à tona desafios na gestão de recursos públicos.

O Rio Grande do Sul é o principal estado produtor e essa situação ressaltou a importância de uma gestão eficiente de estoques e políticas de suporte ao produtor.

A partir de abril deste ano, os agricultores puderam vender o produto negociado em contrato, com pagamentos de 20% acima do preço mínimo.

Essa política de incentivo visa a beneficiar principalmente os pequenos agricultores, garantindo-lhes uma margem de lucro mais justa.

Aumento da capacidade de armazenamento e futuras perspectivas

Outro ponto relevante mencionado por Pretto foi o aumento da capacidade de armazenamento da Conab.

Houve um incremento de 43% na capacidade, graças aos investimentos feitos pela Itaipu Binacional e pelo BNDES.

Com essas melhorias, a instituição está mais bem preparada para lidar com a produção crescente e armazenar o grão de forma eficiente.

Esses investimentos visam a tornar a cadeia de produção e distribuição do arroz mais robusta, favorecendo a segurança alimentar do país.

Por fim, a decisão de retomar os estoques de arroz em maio se mostra estratégica para estabilizar o mercado.

A ideia é evitar uma possível desvalorização do arroz, que atingiria negativamente os produtores brasileiros.

A Conab segue comprometida em implementar políticas que alicercem o setor agrícola e promovam o desenvolvimento sustentável do campo no Brasil.

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Rondônia Rural Show movimentou R$ 4,5 bilhões em negócios em 2026

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Balanço mantém feira em patamar bilionário, apesar de recuo ante o recorde de 2025; público foi de 410 mil pessoas e governo investiu R$ 26 milhões na estrutura

Ji-Paraná (RO) — A 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional movimentou R$ 4,5 bilhões em negócios entre 25 e 30 de maio, segundo balanço do Governo de Rondônia. O montante, embora expressivo, ficou abaixo do recorde de R$ 5,1 bilhões registrado em 2025. Ao longo dos seis dias de programação, cerca de 410 mil pessoas passaram pelo Centro Tecnológico Vandeci Rack, público ligeiramente inferior aos 430 mil visitantes do ano passado.

Estrutura e público

Para receber produtores rurais, empreendedores e visitantes de diversas regiões do estado, o governo estadual investiu mais de R$ 26 milhões na infraestrutura do evento em Ji-Paraná. A organização manteve a feira em grande escala, com fluxo robusto de público e operações distribuídas no parque do Centro Tecnológico Vandeci Rack. Mesmo com a queda de aproximadamente 20 mil visitantes em relação a 2025, a edição 2026 confirmou o apelo do evento e sua capacidade de atrair negócios bilionários.

Programação e foco da edição

Com o tema “Exportação e Desenvolvimento”, a Rondônia Rural Show deste ano reuniu produtores, pesquisadores e representantes da comunidade em painéis, fóruns, seminários, mesas-redondas, oficinas técnicas e exposições voltadas ao agronegócio. A agenda priorizou debates sobre estratégias de crescimento para o setor agropecuário em Rondônia, com ênfase na inserção em mercados externos e na qualificação produtiva. A programação detalhada incluiu atividades técnicas e de difusão de conhecimento, alinhadas ao objetivo de fortalecer a competitividade do campo no estado.

Desempenho e comparação

  • Negócios: R$ 4,5 bilhões em 2026, ante R$ 5,1 bilhões em 2025.
  • Público: 410 mil pessoas em 2026, abaixo dos 430 mil do ano anterior.
  • Investimento público: mais de R$ 26 milhões na estrutura da edição realizada em Ji-Paraná.

Análise

Os números confirmam a Rondônia Rural Show como um dos principais termômetros do agronegócio rondoniense. Embora abaixo do pico de 2025, o resultado financeiro de 2026 manteve a feira em patamar bilionário, o que, na prática, sinaliza resiliência do ambiente de negócios. A ligeira queda de público não comprometeu a relevância do evento, que segue capaz de mobilizar grande volume de visitantes e fomentar negociações. Na avaliação da Revista Oi, o investimento público na estrutura — superior a R$ 26 milhões — se alinha ao objetivo declarado do governo de ancorar a feira como plataforma de geração de negócios e de difusão tecnológica. O foco desta edição em “Exportação e Desenvolvimento” aponta para uma agenda de médio prazo voltada à internacionalização e à agregação de valor, crucial para sustentar competitividade e ampliar mercados ao setor agropecuário local.

Encerramento

A 13ª Rondônia Rural Show encerrou a edição 2026 reforçando seu papel na economia do estado: integrar produtores, empreendedores e pesquisadores em torno de conteúdo técnico e oportunidades comerciais. Com balanço robusto e diretrizes voltadas à expansão externa, a feira tende a seguir como referência do calendário do agronegócio em Rondônia, orientando as pautas do setor ao longo do ano.

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Pressão por CPI do Master vira guerra de narrativas no Congresso; sete iniciativas aguardam análise

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Brasil tem três escolas de negócios entre as melhores do mundo, segundo ranking de jornal inglês

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Brasil em destaque no ranking de Educação Executiva do Financial Times

Três instituições brasileiras figuram entre as 90 melhores escolas de negócios do mundo no ranking de Educação Executiva do Financial Times, divulgado nesta semana. A Fundação Dom Cabral (FDC) é a melhor colocada do país, em 4º lugar pelo segundo ano consecutivo. A Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 15 posições e aparece em 12º, enquanto o Insper consolidou presença no top 20, na 19ª colocação.

Desempenho das brasileiras

  • Fundação Dom Cabral (4º lugar): a FDC mantém-se entre as líderes globais, resultado que reforça a consistência e a reputação internacional de seus programas customizados para empresas e ofertas abertas a executivos.
  • Fundação Getulio Vargas (12º lugar): a alta de 15 posições em relação ao ranking anterior indica ganho de competitividade e reconhecimento, possivelmente associado à expansão e atualização do portfólio, bem como à maior inserção internacional.
  • Insper (19º lugar): a presença no top 20 sinaliza maturidade acadêmica e aderência às demandas atuais de formação executiva, com foco em temas como gestão, inovação e dados.

Escolas internacionais com presença no Brasil

Além das brasileiras, duas instituições estrangeiras com operação no país também se destacaram. A SKEMA Business School, com sede na França, figura no 35º lugar do ranking combinado. Já a IESE Business School, da Espanha, ocupa a 3ª posição específica na lista de programas abertos, segmento em que tradicionalmente desponta pela oferta global e pela avaliação de participantes.

O que o ranking avalia

O ranking de Educação Executiva do Financial Times tradicionalmente considera critérios como a qualidade e o alcance internacional dos programas (abertos e customizados), o grau de satisfação de participantes e clientes corporativos, a experiência do corpo docente, além de indicadores de impacto para as organizações. As escolas também precisam atender a requisitos mínimos de elegibilidade definidos pelo jornal para entrar na lista.

Por que importa

Na avaliação da Revista Oi, o resultado consolida o Brasil como polo relevante de educação executiva na América Latina e evidencia a capacidade das instituições nacionais de competir com escolas tradicionais da Europa e da América do Norte. A manutenção da FDC na 4ª posição, o salto da FGV e a estabilidade do Insper no top 20 sugerem que o país vem ampliando qualidade, escala e internacionalização nesse mercado. Para empresas, o desempenho pode influenciar decisões sobre parcerias de capacitação de lideranças; para executivos, é um termômetro de programas com reconhecimento global.

Em um cenário em que temas como transformação digital, produtividade e ESG estão no centro da agenda corporativa, a força das escolas brasileiras no ranking do Financial Times tende a atrair novas turmas, parcerias internacionais e investimentos em desenho de programas sob medida — um ciclo que retroalimenta a competitividade do ecossistema nacional de educação para líderes.

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