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Dólar opera em queda de olho em dados do varejo, preço do petróleo e Fed; Ibovespa sobe

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Nesta quinta-feira (15), o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, atingiu um marco histórico ao fechar aos 139 mil pontos. Essa ascensão representa um novo recorde e reflete um dia animado para os investidores.

Simultaneamente, o dólar também apresentou valorização, fechando cotado a R$ 5,67. Esses números demonstram a volatilidade e as expectativas do mercado financeiro em um cenário de ajustes econômicos e políticas nacionais e internacionais.

A alta no índice da bolsa foi impulsionada por diversos fatores. Entre eles, a declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ganhou destaque. Haddad comentou que a equipe econômica do governo está avaliando a implementação de novas medidas para garantir o cumprimento das metas fiscais para este ano.

Essa declaração trouxe um misto de expectativa e apreensão entre os investidores, que aguardam os próximos movimentos do governo em relação ao arcabouço fiscal.

A alta do dólar, por sua vez, foi consequência de um dia de reajustes após ter caído ao menor patamar desde outubro do ano passado. Tal movimento reflete a percepção do mercado em relação às incertezas econômicas globais e aos ajustes monetários dos principais bancos centrais.

Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, destacou a necessidade de reavaliar fatores relacionados ao emprego e à inflação diante das novas políticas tarifárias.

Impactos das Declarações de Haddad e Powell

A fala de Fernando Haddad sobre as medidas econômicas do Brasil trouxe um novo panorama para o mercado financeiro. Haddad enfatizou que o governo busca soluções pontuais para o cumprimento das metas fiscais sem a criação de um novo “pacote fiscal”.

O ministro foi enfático ao dizer que as medidas a serem consideradas na próxima reunião são de extrema importância para a estabilização fiscal do país.

Por outro lado, as declarações de Jerome Powell geraram reações no mercado internacional. Powell comentou que o Fed está reconsiderando sua estratégia de juros devido aos potenciais impactos das tarifas impostas por Donald Trump.

A incerteza em torno das políticas comerciais dos Estados Unidos com seus principais parceiros, principalmente a China, tem causado apreensão nos mercados globais. A possibilidade de um acordo nuclear entre EUA e Irã também tem influência direta nos preços do petróleo, afetando decisões de investimento mundialmente.

As dinâmicas econômicas, tanto locais quanto internacionais, são cruciais para investidores e economistas que buscam compreender os rumos das finanças. O ajuste em tarifas, mudanças na política monetária e reações a declarações governamentais tornam-se elementos de avaliação constante para quem atua no mercado financeiro.

Comportamento dos Investidores e Tendências do Mercado

Nesta quinta-feira, o mercado brasileiro refletiu um cenário misto de otimismo e cautela entre os investidores. Eles foram influenciados por uma série de fatores econômicos divulgados tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

No Brasil, dados positivos sobre o comércio varejista foram divulgados, o que proporcionou um impulso ao Ibovespa, indicando um fortalecimento no consumo interno.

Nos Estados Unidos, dois índices importantes foram divulgados, impactando as negociações em Wall Street. Esses resultados contribuíram para o aumento do dólar, reforçando a percepção de incerteza global.

Além disso, a possibilidade de um acordo nuclear com o Irã trouxe movimentos significativos nos preços do petróleo, que caíram ao redor do mundo, afetando diretamente as ações de empresas do setor de energia.

Os investidores devem permanecer atentos às próximas movimentações dos governos e aos discursos de figuras-chave no cenário econômico. As expectativas em torno das medidas econômicas no Brasil e das políticas do Fed nos EUA continuarão a ser fatores críticos nas decisões de investimento.

Em um ambiente econômico global interconectado, qualquer alteração pode ter repercussões significativas nas bolsas de valores e nas moedas.

A chegada do Ibovespa aos 139 mil pontos e a alta do dólar são indicadores de um mercado em constante transformação. Os investidores precisam se adaptar rapidamente às mudanças e se preparar para os desafios que vêm acompanhados de grandes oportunidades.

Acompanhar de perto as declarações de líderes econômicos e analisar os dados de mercado serão essenciais para navegar neste ambiente dinâmico e em constante evolução.

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‘Meno Male’ volta aos palcos com critica política atual

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Durigan diz que ‘gargalo’ da economia são os juros altos: ‘quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda’

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Resumo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta semana que os juros elevados são o principal “gargalo” da economia brasileira, por travarem investimentos privados e pressionarem a dívida pública. Com a Selic a 14,25% ao ano — a mais alta do mundo em termos reais entre 40 países, segundo ranking da MoneYou —, Durigan defendeu “harmonizar” a política fiscal com a monetária e prometeu ajuste das contas por meio de corte de gastos e revisão de benefícios fiscais. Ele rejeitou que medidas do governo, como expansão de crédito subsidiado, tenham impedido cortes mais agressivos de juros pelo Banco Central (BC).

Juros altos, dívida cara e investimento em compasso de espera

  • A dívida pública bruta atingiu 81,4% do PIB, de acordo com dados recentes, em um contexto de déficit de R$ 56,1 bilhões nas contas do governo central em maio. Como grande parte do endividamento é corrigida pela taxa básica de juros, cada ponto percentual a mais encarece o serviço da dívida, reduzindo o espaço orçamentário para investimentos e políticas públicas.
  • A Selic está em 14,25% ao ano após decisão do Copom em junho. Em termos reais (descontada a inflação projetada para 12 meses), o Brasil lidera o ranking de juros entre 40 nações, segundo a MoneYou, o que desestimula o crédito e alonga a recuperação do investimento privado.

O que diz o governo e o Banco Central

  • Durigan sustenta que o problema central hoje são os juros, e que o Ministério da Fazenda “é quem menos tem culpa” por esse quadro. Para ele, é preciso “harmonizar” a estratégia de receitas e despesas com a condução da política monetária.
  • O Banco Central, por sua vez, ressalta que a Selic é uma taxa de curto prazo e que sua atuação é reativa às condições da economia e às expectativas de inflação. Em 2023, o então presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que os juros no Brasil são altos porque a dívida é alta — e não o contrário —, relacionando o nível de endividamento ao custo do dinheiro.

Mercado vê descompasso fiscal-monetário

  • Economistas apontam que ainda falta a harmonização entre a política de gastos e a definição de juros. O diagnóstico recorrente é de “remadores em direções opostas”: estímulos e expansão de despesas de um lado, e aperto monetário de outro, o que dificulta domar a inflação e, por consequência, reduz o espaço para cortes de juros.
  • O mercado financeiro é crítico à combinação de aumento de impostos com avanço de gastos. Analistas pedem ênfase maior em redução de despesas e revisão de renúncias para que a queda dos juros seja sustentável e a dívida pare de subir.

Crédito subsidiado no ano eleitoral

  • Questionado se linhas de crédito com taxas favorecidas — como para caminhões, ônibus, reforma de imóveis, táxis e o Desenrola 2.0 — em ano eleitoral travaram uma redução mais acelerada da Selic, Durigan negou. Para ele, essas iniciativas não impediram cortes adicionais.
  • Entre analistas, persiste a avaliação de que políticas de crédito direcionado aumentam a demanda agregada e podem pressionar a política monetária, sobretudo quando as expectativas fiscais estão sob escrutínio.

Ajuste fiscal: como o governo pretende agir

  • Durigan afirmou que o governo implementará, nos próximos anos, o ajuste necessário para levar as contas “de volta ao azul”, com contenção de gastos e redução de benefícios fiscais. Ele defendeu tributar mais os mais ricos, revisar programas sociais e cortar subsídios.
  • Sobre a desindexação do salário mínimo em benefícios previdenciários e a desvinculação de gastos obrigatórios em saúde e educação da variação da receita — propostas citadas por analistas —, disse que é um debate para o próximo governo.
  • O ministro classificou o arcabouço fiscal aprovado em 2023 como “viável e sustentável”, apesar da compressão prevista dos gastos livres, ponto que suscita receio no mercado sobre risco de paralisia da máquina pública se não houver recomposição estrutural.

Análise Revista Oi

  • O diagnóstico de que os juros altos são um gargalo é preciso no curto prazo: eles encarecem a dívida e inibem investimento. Mas a trajetória dos juros depende diretamente da credibilidade fiscal. Sem uma âncora clara — com redução efetiva de despesas obrigatórias e de renúncias, e não apenas aumento de arrecadação —, o BC tende a ser mais cauteloso.
  • A promessa de ajuste com corte de gastos, revisão de benefícios fiscais e foco nos mais ricos aponta na direção esperada pelo mercado. O desafio é de execução: calibrar estímulos (como crédito subsidiado) para não conflitar com a política monetária e cumprir o arcabouço sem asfixiar despesas discricionárias essenciais.
  • Se o governo avançar em medidas estruturais que estabilizem a dívida em patamar mais baixo, cria-se espaço para a queda consistente dos juros reais. Sem isso, a inércia fiscal mantém a Selic pressionada e a dívida acima de 80% do PIB tende a alimentar um ciclo de alta de prêmios e crescimento fraco.

O que observar

  • A implementação concreta do ajuste (cortes de gastos e revisão de renúncias).
  • A dinâmica da dívida/PIB e o resultado primário nos próximos trimestres.
  • As próximas decisões do Copom e a evolução das expectativas de inflação.
  • O balanço entre novos estímulos de crédito e o compromisso com o arcabouço fiscal.

Fontes

Declarações do ministro da Fazenda Dario Durigan nesta semana; dados recentes sobre déficit e dívida (G1); decisões do Copom e Selic (G1); ranking de juros reais da MoneYou; avaliações de economistas e do Banco Central sobre o descompasso entre política fiscal e monetária (G1) e declarações de Roberto Campos Neto em 2023.

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Petróleo: saiba como a crise no Estreito de Ormuz beneficia os negócios do Brasil

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Brasil aparece como porto seguro para o óleo do Golfo em meio à incerteza

A escalada das tensões no Estreito de Ormuz — por onde transita cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — inaugurou uma fase de incerteza no mercado global e abriu uma janela de oportunidade para o Brasil. Com produção offshore no Atlântico, fora das rotas ameaçadas do Oriente Médio, o país se firmou como alternativa confiável de fornecimento. Nono maior produtor mundial, responde por aproximadamente 4% da oferta global e produz em torno de 4 milhões de barris por dia, patamar comparável ao dos Emirados Árabes Unidos. Esse reposicionamento já repercute no comércio exterior: a China redirecionou maciçamente suas compras, elevando sua fatia nas exportações brasileiras de petróleo bruto de cerca de 40% para quase 70%, enquanto produtores tentam capitalizar um prêmio de risco mais alto no Golfo.

Uma rota fora das tensões do Golfo

  • O estreitamento da oferta via Ormuz aumentou prêmios de frete, seguros e risco geopolítico associados a cargas originadas no Golfo Pérsico. Nesse contexto, o óleo brasileiro, majoritariamente extraído em águas ultraprofundas da Bacia de Santos e adjacências, ganhou competitividade relativa por oferecer estabilidade logística.
  • A geografia conta a favor: o embarque no Atlântico Sul evita gargalos em pontos de estrangulamento do comércio marítimo. Para tradings e refinarias, isso se traduz em menor risco operacional e previsibilidade de entrega.

China puxa a demanda por óleo brasileiro

  • Em meio à guerra no Irã e às ameaças recorrentes ao Estreito, Pequim ampliou de forma acelerada as compras do Brasil. “A China representava cerca de 40% das exportações brasileiras de petróleo bruto antes da crise no Estreito. Agora, está se aproximando de 70%”, afirma o especialista Adel El Gammal.
  • O movimento foi facilitado por relações já existentes. As estatais chinesas CNPC e CNOOC participam de projetos no país e aprofundaram vínculos com a Petrobras e parceiros privados, encurtando o ciclo entre oferta e demanda.

Pré-sal e margem equatorial: vantagens e apostas

  • A força estrutural do Brasil está nas reservas do pré-sal, entre as mais promissoras do mundo nas últimas duas décadas. Extraído em águas ultraprofundas, o óleo é competitivo por sua qualidade e produtividade dos poços, atributos valorizados em um mercado que busca petróleo de refino relativamente mais simples.
  • Ao mesmo tempo, o governo sinalizou apoio à abertura de uma nova fronteira: a margem equatorial — faixa geológica que vai da costa amazônica brasileira até a Guiana. “É um novo Eldorado. Toda essa área é rica em petróleo”, avalia Samuele Furfari, professor de Geopolítica da Energia na Universidade Livre de Bruxelas. A aposta mira diversificação de portfólio e ampliação de volumes à medida que a demanda global se realinha.

Os gargalos: refino curto e baixa elasticidade no curto prazo

  • O avanço da produção esbarra em limitações conhecidas. “O aumento da capacidade produtiva deve ser acompanhado do aumento da capacidade de refino. E, no Brasil, essa é uma de suas limitações; está longe de ser suficiente”, observa Adel El Gammal. O país exporta grande parcela do óleo cru e importa derivados de maior valor agregado, o que reduz o ganho interno na cadeia.
  • Há ainda a baixa elasticidade da oferta no curto prazo. A indústria opera em horizontes longos: ampliar produção relevante demanda investimentos bilionários e projetos que levam anos. “O que decidimos hoje terá efeitos daqui a dez anos”, resume Furfari. Em outras palavras, o bônus de preço presente não se converte automaticamente em mais barris amanhã sem planejamento, licenciamento e logística.

Política, transição energética e a equação Lula-Petrobras

  • O governo Lula tenta equilibrar a ambição climática com a realidade de um Estado produtor. A Petrobras segue expandindo no offshore e Brasília autorizou a retomada da perfuração no campo de Urucu, no Amazonas, após mais de uma década de paralisação — sinal de que, apesar do discurso de transição, a política energética incorporará o petróleo como alavanca fiscal e industrial no médio prazo.
  • Há também os limites da política doméstica: em um sistema federativo e fragmentado, o Planalto negocia com entes regionais, oposição e interesses econômicos consolidados, o que restringe a velocidade de mudanças estruturais.

Um mercado mais disperso — e mais competitivo

  • Analistas apontam uma reconfiguração do tabuleiro energético. “Não é mais um mercado hegemônico, onde uma minoria dita as regras; é um mercado disperso, onde cada produtor encontra seu lugar”, diz Furfari. A saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep, em abril, é lida como símbolo dessa inflexão e do enfraquecimento da coordenação clássica de oferta.
  • A boa maré para o Brasil, porém, tem contrapesos. A concorrência avança: Guiana, Angola, Moçambique, Azerbaijão e Canadá buscam ampliar presença. Com novos atores, o prêmio de escassez que hoje favorece o óleo brasileiro tende a se diluir. E o petróleo segue um mercado cíclico, altamente sensível a choques geopolíticos — de Ormuz ao Atlântico.

Opinião: janela tática exige execução estratégica

  • Na avaliação da Revista Oi, o Brasil vive uma rara conjunção de preço, demanda e geopolítica. Mas capturar valor sustentável requer:
    1. Destravar investimentos em refino e dutos para reduzir a dependência de importação de derivados;
    2. Acelerar, com rigor ambiental e previsibilidade regulatória, a exploração na margem equatorial;
    3. Ampliar a infraestrutura portuária e de escoamento do pré-sal;
    4. Articular a política industrial para transformar parte do boom de exportações em encadeamentos produtivos no país.
  • Se fizer isso, o país consolida sua posição como fornecedor confiável em um mercado mais fragmentado — e converte a volatilidade de Ormuz em ganhos permanentes de competitividade. Se não, corre o risco de ver os benefícios se dissiparem quando a maré geopolítica mudar.

Encerramento

A crise no Estreito de Ormuz reposicionou o Brasil no radar dos grandes consumidores. Com 4 milhões de barris por dia, reservas robustas no pré-sal e novas fronteiras no horizonte, o país tem lastro para crescer. O desafio é transformar a vantagem circunstancial em política de Estado — ampliando refino, infraestrutura e governança — antes que a concorrência e o ciclo do petróleo virem a página.

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