Negocios
Rondônia Rural Show movimentou R$ 4,5 bilhões em negócios em 2026
Balanço mantém feira em patamar bilionário, apesar de recuo ante o recorde de 2025; público foi de 410 mil pessoas e governo investiu R$ 26 milhões na estrutura
Ji-Paraná (RO) — A 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional movimentou R$ 4,5 bilhões em negócios entre 25 e 30 de maio, segundo balanço do Governo de Rondônia. O montante, embora expressivo, ficou abaixo do recorde de R$ 5,1 bilhões registrado em 2025. Ao longo dos seis dias de programação, cerca de 410 mil pessoas passaram pelo Centro Tecnológico Vandeci Rack, público ligeiramente inferior aos 430 mil visitantes do ano passado.
Estrutura e público
Para receber produtores rurais, empreendedores e visitantes de diversas regiões do estado, o governo estadual investiu mais de R$ 26 milhões na infraestrutura do evento em Ji-Paraná. A organização manteve a feira em grande escala, com fluxo robusto de público e operações distribuídas no parque do Centro Tecnológico Vandeci Rack. Mesmo com a queda de aproximadamente 20 mil visitantes em relação a 2025, a edição 2026 confirmou o apelo do evento e sua capacidade de atrair negócios bilionários.
Programação e foco da edição
Com o tema “Exportação e Desenvolvimento”, a Rondônia Rural Show deste ano reuniu produtores, pesquisadores e representantes da comunidade em painéis, fóruns, seminários, mesas-redondas, oficinas técnicas e exposições voltadas ao agronegócio. A agenda priorizou debates sobre estratégias de crescimento para o setor agropecuário em Rondônia, com ênfase na inserção em mercados externos e na qualificação produtiva. A programação detalhada incluiu atividades técnicas e de difusão de conhecimento, alinhadas ao objetivo de fortalecer a competitividade do campo no estado.
Desempenho e comparação
- Negócios: R$ 4,5 bilhões em 2026, ante R$ 5,1 bilhões em 2025.
- Público: 410 mil pessoas em 2026, abaixo dos 430 mil do ano anterior.
- Investimento público: mais de R$ 26 milhões na estrutura da edição realizada em Ji-Paraná.
Análise
Os números confirmam a Rondônia Rural Show como um dos principais termômetros do agronegócio rondoniense. Embora abaixo do pico de 2025, o resultado financeiro de 2026 manteve a feira em patamar bilionário, o que, na prática, sinaliza resiliência do ambiente de negócios. A ligeira queda de público não comprometeu a relevância do evento, que segue capaz de mobilizar grande volume de visitantes e fomentar negociações. Na avaliação da Revista Oi, o investimento público na estrutura — superior a R$ 26 milhões — se alinha ao objetivo declarado do governo de ancorar a feira como plataforma de geração de negócios e de difusão tecnológica. O foco desta edição em “Exportação e Desenvolvimento” aponta para uma agenda de médio prazo voltada à internacionalização e à agregação de valor, crucial para sustentar competitividade e ampliar mercados ao setor agropecuário local.
Encerramento
A 13ª Rondônia Rural Show encerrou a edição 2026 reforçando seu papel na economia do estado: integrar produtores, empreendedores e pesquisadores em torno de conteúdo técnico e oportunidades comerciais. Com balanço robusto e diretrizes voltadas à expansão externa, a feira tende a seguir como referência do calendário do agronegócio em Rondônia, orientando as pautas do setor ao longo do ano.
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Brasil tem três escolas de negócios entre as melhores do mundo, segundo ranking de jornal inglês
Brasil em destaque no ranking de Educação Executiva do Financial Times
Três instituições brasileiras figuram entre as 90 melhores escolas de negócios do mundo no ranking de Educação Executiva do Financial Times, divulgado nesta semana. A Fundação Dom Cabral (FDC) é a melhor colocada do país, em 4º lugar pelo segundo ano consecutivo. A Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 15 posições e aparece em 12º, enquanto o Insper consolidou presença no top 20, na 19ª colocação.
Desempenho das brasileiras
- Fundação Dom Cabral (4º lugar): a FDC mantém-se entre as líderes globais, resultado que reforça a consistência e a reputação internacional de seus programas customizados para empresas e ofertas abertas a executivos.
- Fundação Getulio Vargas (12º lugar): a alta de 15 posições em relação ao ranking anterior indica ganho de competitividade e reconhecimento, possivelmente associado à expansão e atualização do portfólio, bem como à maior inserção internacional.
- Insper (19º lugar): a presença no top 20 sinaliza maturidade acadêmica e aderência às demandas atuais de formação executiva, com foco em temas como gestão, inovação e dados.
Escolas internacionais com presença no Brasil
Além das brasileiras, duas instituições estrangeiras com operação no país também se destacaram. A SKEMA Business School, com sede na França, figura no 35º lugar do ranking combinado. Já a IESE Business School, da Espanha, ocupa a 3ª posição específica na lista de programas abertos, segmento em que tradicionalmente desponta pela oferta global e pela avaliação de participantes.
O que o ranking avalia
O ranking de Educação Executiva do Financial Times tradicionalmente considera critérios como a qualidade e o alcance internacional dos programas (abertos e customizados), o grau de satisfação de participantes e clientes corporativos, a experiência do corpo docente, além de indicadores de impacto para as organizações. As escolas também precisam atender a requisitos mínimos de elegibilidade definidos pelo jornal para entrar na lista.
Por que importa
Na avaliação da Revista Oi, o resultado consolida o Brasil como polo relevante de educação executiva na América Latina e evidencia a capacidade das instituições nacionais de competir com escolas tradicionais da Europa e da América do Norte. A manutenção da FDC na 4ª posição, o salto da FGV e a estabilidade do Insper no top 20 sugerem que o país vem ampliando qualidade, escala e internacionalização nesse mercado. Para empresas, o desempenho pode influenciar decisões sobre parcerias de capacitação de lideranças; para executivos, é um termômetro de programas com reconhecimento global.
Em um cenário em que temas como transformação digital, produtividade e ESG estão no centro da agenda corporativa, a força das escolas brasileiras no ranking do Financial Times tende a atrair novas turmas, parcerias internacionais e investimentos em desenho de programas sob medida — um ciclo que retroalimenta a competitividade do ecossistema nacional de educação para líderes.
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Formalização abre portas: pequenos negócios ampliam renda, segurança e presença em novos mercados
Empreender deixou de ser apenas uma alternativa ao desemprego e virou projeto de vida para milhões de brasileiros. Segundo o relatório Empreendedorismo no Brasil 2025, do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), ter o próprio negócio é o segundo maior sonho da população adulta entre 18 e 64 anos. Esse desejo vem se traduzindo em CNPJs: no primeiro trimestre de 2026, o país registrou a formalização de quase 1,6 milhão de empresas, das quais 76,4% foram abertas na figura do Microempreendedor Individual (MEI). Na prática, formalizar tem significado mais renda, segurança e portas abertas em novos mercados — do fornecimento para grandes clientes a vendas em marketplaces e exportação.
Do extra ao CNPJ: quando o ticket e a base de clientes sobem
Em 2017, então com 32 anos, Raphael da Silva Muniz, morador de Nova Friburgo (RJ), abriu seu MEI e transformou uma renda adicional em um negócio nacional. Gerente de uma casa de festas infantis à época, apostou na produção de lembrancinhas personalizadas em MDF. Três meses depois, deixou o emprego para focar integralmente no empreendimento e, ouvindo a demanda dos clientes, migrou para o acrílico — hoje sua principal matéria-prima.
O CNPJ mudou o jogo. Com a emissão de notas fiscais, Raphael conquistou contratos maiores, como o de uma cervejaria local que saiu de 20 pedidos pontuais para encomendas de mil caixas personalizadas. “Conseguimos pedidos maiores e clientes maiores também. Isso nos fez entender que não era só mais um extra”, relembra. À frente da fábrica Inova a Laser e da marca In Store, ao lado da esposa e sócia, Vitória Bernardo e Souza, o empreendedor hoje atende o Brasil com itens personalizados para segmentos como saúde, beleza e estética.
Renda maior e rede de proteção
Os dados reforçam o impacto no bolso: de acordo com o Data Sebrae (4º trimestre de 2024), donos de negócios formais recebem, em média, R$ 6.117 por mês, ante R$ 2.115 dos trabalhadores informais. A formalização via MEI — categoria criada em 2009 e que simplificou a entrada de autônomos no regime formal — soma vantagens que vão da regularização jurídica e redução de impostos ao acesso a descontos e cobertura previdenciária.
“Certa vez atendi um pintor que sofreu um acidente de moto e ficou cerca de cinco meses sem trabalhar. Como ele era MEI, entrou em contato com o INSS e recebeu um salário-mínimo durante esse período. Quando se recuperou, voltou a trabalhar e a receber normalmente”, relata Cristiano Faquini, analista de inteligência de mercado e da Unidade de Relacionamento com Cliente do Sebrae. A gestora Fernanda Pereira Cavalcante reforça: “Não há por que o empreendedor trabalhar na informalidade. Há benefícios como auxílio-doença e, para a mulher, licença-maternidade. Inclusive, hoje existem iniciativas do próprio governo federal em que o MEI é convidado a prestar serviços para esferas estaduais e municipais”.
Uma dessas iniciativas é o Contrata+Brasil, que aproxima microempreendedores das compras públicas. Para apoiar esse acesso, o Sebrae oferece o curso Contrata+Brasil na prática, que ensina o passo a passo para cadastro, busca de oportunidades e prestação de serviços ao governo com mais segurança e menos burocracia: https://df.loja.sebrae.com.br/contrata-mais-brasil-na-pratica-guia-para-o-mei-1-372000117678?utm_source=pegn&utm_medium=digital&utm_campaign=pegn_digital_maio_2026
Escala, marketplaces e expansão internacional
A formalização também pavimenta a entrada em novos canais. Em 2023, ao levar os personalizados para marketplaces, o faturamento da Inova a Laser multiplicou por dez em um mês. O salto exigiu estrutura: a equipe saiu de três para quase 30 funcionários; a operação deixou um espaço de 35 m², passou por um galpão de 100 m² e, no ano seguinte, chegou à atual sede de 1.000 m². Com o crescimento, a empresa migrou para o regime de Empresa de Pequeno Porte (EPP) e ganhou escala industrial.
Em 2025, Raphael participou da Missão China, iniciativa do programa ProGlobal, com 80% de subsídio do Sebrae. Foram 15 dias de imersão em inovação e indústria, com acesso a tecnologias, modelos de negócio e referências de qualidade e velocidade dos chineses. Hoje, o empreendedor mantém contato com fornecedores do país para importação de insumos, já iniciou exportações para Estados Unidos, Suíça e Emirados Árabes Unidos, e prepara a presença em plataformas globais de e-commerce.
Não é caso isolado
O movimento de sair da informalidade, profissionalizar a gestão e escalar também se vê em Minas Gerais. À frente da Queijo D’Alagoa-MG, Osvaldo Martins de Barros Filho foi pioneiro na venda de queijo artesanal pela internet em 2009. O negócio, que evoluiu de MEI para EPP, colheu mais de 80 prêmios nacionais e internacionais — incluindo medalha de ouro na França — como resultado de padronização, qualidade e visão digital.
Inovação no centro e próximos passos
Com faturamento anual na casa de R$ 4 milhões, a inovação já é rotina para Raphael e Vitória. “Usamos inteligência artificial no design para ajudar a melhorar a qualidade das imagens que recebemos dos clientes”, explica ele. Os próximos passos incluem automatizar e agilizar o atendimento com IA para elevar a conversão e responder dúvidas 24 horas, além de, após investir em novos maquinários, entrar em peças de metal e inox (bandejas e potes personalizados). Para o especialista Cristiano Faquini, inovação e inteligência artificial são pilares da gestão estratégica do MEI que deseja crescer — ao lado de planejamento, marketing, vendas e organização financeira.
Agenda: Semana do MEI 2026
Entre 25 e 29 de maio, o Sebrae promove a Semana do MEI 2026 em todo o Brasil, com atividades on-line e presenciais para quem já é MEI ou quer abrir/formalizar um negócio. Antes, o Esquenta Semana do MEI começa na terça-feira (19/05), com nomes como Zica Assis, Thiago Godoy, Gil Giardelli e Ana Tex, em palestras on-line para inscritos: https://sebrae.com.br/subsites/mei/semana-do-mei?utm_source=pegn&utm_medium=digital&utm_campaign=pegn_digital_maio_2026#section-3. A agenda completa por estado está em: https://sebrae.com.br/subsites/mei/semana-do-mei
Opinião da Revista Oi
Os números do Data Sebrae, o salto de escala via marketplaces e compras públicas, além das trajetórias de Inova a Laser e Queijo D’Alagoa-MG, sustentam uma conclusão inequívoca: formalizar vale — e muito — a pena. O CNPJ não é só burocracia; ele habilita emissão de nota, contratos maiores, acesso a crédito e a políticas como o Contrata+Brasil, ao mesmo tempo em que oferece rede de proteção previdenciária. Para capturar todo esse valor, porém, é indispensável profissionalizar a gestão cedo — do planejamento tributário à operação, marketing e finanças — e investir em tecnologia. Com 76,4% das novas empresas nascendo como MEI no início de 2026, o ecossistema brasileiro mostra maturidade e um caminho claro: quem formaliza e se organiza chega mais longe, mais rápido e com menos risco.
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