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Com envelhecimento da população, governo prevê que rombo no INSS vai quadruplicar em 75 anos
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foco recente de uma crise política devido a descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, preocupa economistas e autoridades por um motivo ainda mais alarmante: sua sustentabilidade nas próximas décadas.
De acordo com estimativas divulgadas pelo governo, apresentadas no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, o déficit do INSS poderá quadruplicar nos próximos 75 anos.
Essa previsão está fortemente atrelada ao processo de envelhecimento populacional que o Brasil enfrenta. A expectativa de vida está aumentando enquanto o número de nascimentos está diminuindo, configurando uma situação desafiadora para o sistema previdenciário do país.
Impacto do Envelhecimento na Previdência
O fenômeno do envelhecimento demográfico não é exclusivo do Brasil, mas suas implicações podem ser pesadas para o sistema previdenciário. O INSS funciona pelo regime de repartição simples, onde as contribuições dos trabalhadores da ativa são utilizadas imediatamente para o pagamento dos benefícios dos aposentados e pensionistas.
Com menos trabalhadores contribuindo e mais pessoas recebendo benefícios, o equilíbrio das contas se torna insustentável. Essa situação já preocupa economistas há algum tempo, especialmente após a Reforma da Previdência Social de 2019.
Mesmo com essa reforma, as projeções do governo indicam que o rombo previdenciário está longe de ser contido. O envelhecimento, aliado à política de reajuste do salário mínimo acima da inflação, são fatores adicionais que pressionam o déficit previdenciário.
Reformas e Desafios para a Sustentabilidade
Na atual conjuntura, economistas propõem a necessidade urgente de uma nova reforma da Previdência. Rogério Nagamine, especialista em Políticas Públicas do IPEA, destaca que, ao olhar para os dados propostos para a LDO de 2026, fica evidente que as contas do INSS são insustentáveis no longo prazo.
Alguns especialistas, como Arnaldo Lima, defensor de uma reforma previdenciária mais abrangente, argumentam que um ajuste no sistema não é somente uma responsabilidade do governo federal, mas um desafio de proporções nacionais.
Lima sugere a redução da judicialização em áreas como aposentadoria especial e Auxílio-Acidente, onde 90% das concessões ocorrem judicialmente.
A partir dessa perspectiva, a contenção dos gastos com precatórios previdenciários, que ultrapassam R$ 27 bilhões anualmente, também se torna um ponto crítico.
Crise Atual e Projeções Futuras
O cenário atual do INSS é tumultuado, envolvido em uma crise política devido a fraudes em descontos a aposentados e pensionistas. Esse problema imediato, contudo, não deve ofuscar os desafios de longo prazo que o sistema enfrenta.
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, destacou em uma entrevista que a Previdência Social é uma “bomba que não vai parar de explodir”, exigindo medidas sérias e eficazes para evitar fraudes e garantir uma gestão sustentável.
O alerta sobre a insustentabilidade do INSS já foi dado. Com as previsões de aumento do déficit, a responsabilidade recai agora sobre o governo e a sociedade em buscar soluções que assegurem o futuro do sistema previdenciário brasileiro.
A equação é complexa, mas é um passo necessário para o equilíbrio das contas públicas e para garantir a proteção social das futuras gerações.
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Rondônia Rural Show movimentou R$ 4,5 bilhões em negócios em 2026
Balanço mantém feira em patamar bilionário, apesar de recuo ante o recorde de 2025; público foi de 410 mil pessoas e governo investiu R$ 26 milhões na estrutura
Ji-Paraná (RO) — A 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional movimentou R$ 4,5 bilhões em negócios entre 25 e 30 de maio, segundo balanço do Governo de Rondônia. O montante, embora expressivo, ficou abaixo do recorde de R$ 5,1 bilhões registrado em 2025. Ao longo dos seis dias de programação, cerca de 410 mil pessoas passaram pelo Centro Tecnológico Vandeci Rack, público ligeiramente inferior aos 430 mil visitantes do ano passado.
Estrutura e público
Para receber produtores rurais, empreendedores e visitantes de diversas regiões do estado, o governo estadual investiu mais de R$ 26 milhões na infraestrutura do evento em Ji-Paraná. A organização manteve a feira em grande escala, com fluxo robusto de público e operações distribuídas no parque do Centro Tecnológico Vandeci Rack. Mesmo com a queda de aproximadamente 20 mil visitantes em relação a 2025, a edição 2026 confirmou o apelo do evento e sua capacidade de atrair negócios bilionários.
Programação e foco da edição
Com o tema “Exportação e Desenvolvimento”, a Rondônia Rural Show deste ano reuniu produtores, pesquisadores e representantes da comunidade em painéis, fóruns, seminários, mesas-redondas, oficinas técnicas e exposições voltadas ao agronegócio. A agenda priorizou debates sobre estratégias de crescimento para o setor agropecuário em Rondônia, com ênfase na inserção em mercados externos e na qualificação produtiva. A programação detalhada incluiu atividades técnicas e de difusão de conhecimento, alinhadas ao objetivo de fortalecer a competitividade do campo no estado.
Desempenho e comparação
- Negócios: R$ 4,5 bilhões em 2026, ante R$ 5,1 bilhões em 2025.
- Público: 410 mil pessoas em 2026, abaixo dos 430 mil do ano anterior.
- Investimento público: mais de R$ 26 milhões na estrutura da edição realizada em Ji-Paraná.
Análise
Os números confirmam a Rondônia Rural Show como um dos principais termômetros do agronegócio rondoniense. Embora abaixo do pico de 2025, o resultado financeiro de 2026 manteve a feira em patamar bilionário, o que, na prática, sinaliza resiliência do ambiente de negócios. A ligeira queda de público não comprometeu a relevância do evento, que segue capaz de mobilizar grande volume de visitantes e fomentar negociações. Na avaliação da Revista Oi, o investimento público na estrutura — superior a R$ 26 milhões — se alinha ao objetivo declarado do governo de ancorar a feira como plataforma de geração de negócios e de difusão tecnológica. O foco desta edição em “Exportação e Desenvolvimento” aponta para uma agenda de médio prazo voltada à internacionalização e à agregação de valor, crucial para sustentar competitividade e ampliar mercados ao setor agropecuário local.
Encerramento
A 13ª Rondônia Rural Show encerrou a edição 2026 reforçando seu papel na economia do estado: integrar produtores, empreendedores e pesquisadores em torno de conteúdo técnico e oportunidades comerciais. Com balanço robusto e diretrizes voltadas à expansão externa, a feira tende a seguir como referência do calendário do agronegócio em Rondônia, orientando as pautas do setor ao longo do ano.
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Brasil tem três escolas de negócios entre as melhores do mundo, segundo ranking de jornal inglês
Brasil em destaque no ranking de Educação Executiva do Financial Times
Três instituições brasileiras figuram entre as 90 melhores escolas de negócios do mundo no ranking de Educação Executiva do Financial Times, divulgado nesta semana. A Fundação Dom Cabral (FDC) é a melhor colocada do país, em 4º lugar pelo segundo ano consecutivo. A Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 15 posições e aparece em 12º, enquanto o Insper consolidou presença no top 20, na 19ª colocação.
Desempenho das brasileiras
- Fundação Dom Cabral (4º lugar): a FDC mantém-se entre as líderes globais, resultado que reforça a consistência e a reputação internacional de seus programas customizados para empresas e ofertas abertas a executivos.
- Fundação Getulio Vargas (12º lugar): a alta de 15 posições em relação ao ranking anterior indica ganho de competitividade e reconhecimento, possivelmente associado à expansão e atualização do portfólio, bem como à maior inserção internacional.
- Insper (19º lugar): a presença no top 20 sinaliza maturidade acadêmica e aderência às demandas atuais de formação executiva, com foco em temas como gestão, inovação e dados.
Escolas internacionais com presença no Brasil
Além das brasileiras, duas instituições estrangeiras com operação no país também se destacaram. A SKEMA Business School, com sede na França, figura no 35º lugar do ranking combinado. Já a IESE Business School, da Espanha, ocupa a 3ª posição específica na lista de programas abertos, segmento em que tradicionalmente desponta pela oferta global e pela avaliação de participantes.
O que o ranking avalia
O ranking de Educação Executiva do Financial Times tradicionalmente considera critérios como a qualidade e o alcance internacional dos programas (abertos e customizados), o grau de satisfação de participantes e clientes corporativos, a experiência do corpo docente, além de indicadores de impacto para as organizações. As escolas também precisam atender a requisitos mínimos de elegibilidade definidos pelo jornal para entrar na lista.
Por que importa
Na avaliação da Revista Oi, o resultado consolida o Brasil como polo relevante de educação executiva na América Latina e evidencia a capacidade das instituições nacionais de competir com escolas tradicionais da Europa e da América do Norte. A manutenção da FDC na 4ª posição, o salto da FGV e a estabilidade do Insper no top 20 sugerem que o país vem ampliando qualidade, escala e internacionalização nesse mercado. Para empresas, o desempenho pode influenciar decisões sobre parcerias de capacitação de lideranças; para executivos, é um termômetro de programas com reconhecimento global.
Em um cenário em que temas como transformação digital, produtividade e ESG estão no centro da agenda corporativa, a força das escolas brasileiras no ranking do Financial Times tende a atrair novas turmas, parcerias internacionais e investimentos em desenho de programas sob medida — um ciclo que retroalimenta a competitividade do ecossistema nacional de educação para líderes.
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