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Política

Pilares do bolsonarismo avaliam Flávio Bolsonaro como ativo tóxico após revelação de negócios com Vorcaro

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A revelação de que Flávio Bolsonaro manteve tratativas financeiras com o banqueiro Daniel Vorcaro acendeu um alerta entre aliados e líderes do campo conservador. Interlocutores do mercado, do agronegócio, de segmentos evangélicos e da classe política relatam crescente resistência ao senador do PL-RJ, temendo “contaminação” eleitoral em 2026 e dificuldades para costurar alianças. O desconforto, dizem, não é apenas externo: atinge o coração da própria base bolsonarista. Em 13 de maio, o g1 publicou áudio no qual Flávio pede recursos a Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro, intensificando o desgaste.

Mercado financeiro fecha as portas

  • Executivos e banqueiros descrevem um cenário “mais delicado” desde o caso Vorcaro. Segundo relatos, há resistência até a reuniões reservadas com o senador. Um expoente do mercado financeiro resumiu a sensação: “Ninguém quer se comprometer com um candidato visto como tóxico.”
  • Para tentar reverter o quadro, Flávio busca apresentar um “fato novo” na agenda econômica — estratégia que, em 2018, teve em Paulo Guedes um selo de confiança ao investidor. Desta vez, porém, os nomes mais próximos orbitam figuras já testadas no governo Bolsonaro, como Gustavo Montezano (ex-presidente do BNDES entre 2019 e 2022) e Adolfo Sachsida (ex-ministro de Minas e Energia em 2022). Entre empresários, a leitura é que isso não sinaliza renovação nem melhora a percepção de risco político.

Base política calcula custo eleitoral

  • Entre parlamentares e dirigentes partidários, cresce o temor de ter de “carregar” Flávio em palanques estaduais e municipais. Nos bastidores, aliados falam em “risco de contaminação” de campanhas locais e maior dificuldade para fechar federações ou coligações robustas em 2026.
  • A avaliação corrente é que o episódio com Vorcaro colide com a principal tarefa de Flávio: ampliar seu alcance para além do núcleo duro do bolsonarismo. Em vez disso, cristaliza resistências onde ele mais precisava abrir portas.

Evangélicos preservam Michelle — e reordenam o tabuleiro

  • Lideranças religiosas próximas a Michelle Bolsonaro observam que a ex-primeira-dama preservou capital político próprio ao evitar mergulhar na defesa pública do cunhado. Esse movimento alimentou conversas sobre uma composição de direita que a coloque como opção de vice — cenário visto com menos resistência por Jair Bolsonaro do que uma candidatura dela encabeçando a chapa. O impasse, porém, segue no ar: quem lideraria esse projeto?

Agro sinaliza cautela

  • No agronegócio, interlocutores relatam incômodo com o acúmulo de desgastes políticos e jurídicos no entorno do bolsonarismo. O setor, majoritariamente alinhado à direita, reduziu a temperatura de apoio explícito enquanto monitora desdobramentos e mensura custo de imagem.

Quem é Daniel Vorcaro e por que o caso pesa

  • Daniel Vorcaro é banqueiro ligado ao Banco Master e figura conhecida no mercado por operações de crédito e reestruturação empresarial. A divulgação do áudio em que Flávio pede dinheiro ao banqueiro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, segundo o g1, adicionou um componente de reputação que assusta potenciais aliados — especialmente em segmentos sensíveis a risco de imagem, como o financeiro.

Tentativa de reorganização e limites da estratégia

  • A equipe de Flávio tenta construir uma agenda propositiva na economia, com encontros e sondagens de quadros. Mas, por ora, as cartas sobre a mesa não quebram a percepção de continuidade com o passado recente — e isso não resolve a equação central: como reconquistar confiança de elites econômicas e ampliar o eleitorado sem agravar o desgaste?

Análise da Revista Oi

  • O dano político do caso Vorcaro é menos programático e mais simbólico: atingiu pilares que historicamente ancoraram o bolsonarismo — mercado, agro, evangélicos e articulação partidária. Enquanto Flávio não produzir um gesto inequívoco de separação entre interesses privados e agenda pública, tende a permanecer sob quarentena política.
  • A movimentação em torno de Michelle consolida um “plano B” para a base, mas não resolve a disputa por comando nem a necessidade de um projeto econômico crível. Se o senador insistir em nomes já associados ao ciclo 2019–2022, dificilmente reverterá a percepção de que não há novidade — justamente o que o mercado e parte do eleitorado indeciso cobram.
  • Em síntese: aliados temem que, mantido o atual curso, Flávio se torne um passivo eleitoral em 2026, com efeito irradiado sobre palanques regionais. A janela para virar esse jogo exige shock de credibilidade, novos interlocutores e disciplina de mensagem — três frentes ainda frágeis após o caso Vorcaro.

O que observar a seguir

  • Se o senador conseguirá apresentar um quadro econômico realmente novo e com lastro técnico reconhecido.
  • Movimentos formais de partidos e bancadas estaduais na montagem dos palanques de 2026.
  • A evolução do protagonismo de Michelle Bolsonaro nas negociações com o campo evangélico e governadores aliados.

Fontes e contexto

  • g1: publicação do áudio de 13 de maio em que Flávio Bolsonaro pede recursos a Daniel Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro.
  • Perfis públicos: Gustavo Montezano foi presidente do BNDES (2019–2022); Adolfo Sachsida foi ministro de Minas e Energia (maio–dezembro de 2022).
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Política

Ciro Gomes é condenado por violência política de gênero por comentários sobre prefeita de Crateús, Janaína Farias

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Fortaleza — A Justiça Eleitoral do Ceará condenou nesta segunda-feira (18) o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) a 1 ano e 4 meses de reclusão e ao pagamento de multa de R$ 4,2 mil pelo crime de violência política de gênero, em razão de declarações contra a atual prefeita de Crateús, Janaína Farias (PT), feitas entre abril e maio de 2024, quando ela havia tomado posse como senadora. A pena privativa de liberdade foi substituída por medidas alternativas: pagamento de 20 salários-mínimos à própria Janaína e 50 salários-mínimos a entidades de proteção dos direitos das mulheres no Ceará. Cabe recurso.

O que decidiu a Justiça

  • A sentença, assinada pelo juiz Edson Feitosa dos Santos, da 115ª Zona Eleitoral de Fortaleza, enquadrou Ciro no artigo 326-B do Código Eleitoral, que define violência política de gênero como assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar, por qualquer meio, candidata ou detentora de mandato, com menosprezo ou discriminação à condição de mulher.
  • O magistrado destacou que, ainda que o suposto alvo final fosse o senador Camilo Santana (PT), as declarações “atingiram em cheio a reputação da ofendida, deslegitimando o exercício de seu mandato, especialmente no contexto em que ocorreram”, logo após a posse de Janaína no Senado.

As declarações que motivaram a ação

  • Em diferentes entrevistas, Ciro chamou Janaína Farias de “cortesã”, disse que ela “organizava as farras” e a qualificou como “assessora para assuntos de cama” do então senador Camilo Santana, de quem era segunda suplente.
  • No processo, Ciro confirmou as falas, mas negou conotação sexista. Segundo a defesa, tratava-se de críticas ao “patrimonialismo” atribuído a Camilo Santana.

Reações

  • A prefeita Janaína Farias classificou a condenação como “vitória das mulheres”.
  • Em nota, Ciro Gomes afirmou confiar que “as instâncias superiores saberão fazer justiça e analisar o caso fora do calendário de interesses eleitorais”. Ele é pré-candidato ao governo do Ceará em 2026.

Histórico do caso e medidas anteriores

  • A ação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral do Ceará em julho de 2024, apontando perseguição política com “discursos agressivos e persistentes” contra Janaína, eleita prefeita de Crateús naquele ano.
  • Em setembro de 2025, a Advocacia do Senado pediu a prisão preventiva de Ciro por ataques à prefeita, mas o requerimento foi negado. Na ocasião, a Justiça proibiu o ex-ministro de fazer referências difamatórias à gestora, ainda que de forma indireta, sob pena de multa de R$ 10 mil por manifestação.

Penas e execução

  • Além da multa de R$ 4,2 mil, a pena de 1 ano e 4 meses foi substituída por pagamentos compensatórios e a entidades de defesa dos direitos das mulheres (20 salários-mínimos à vítima e 50 salários-mínimos a organizações do Ceará).
  • A decisão é de primeira instância. Ciro pode recorrer em liberdade e segue proibido de retomar referências difamatórias a Janaína Farias.

Contexto legal

  • O artigo 326-B do Código Eleitoral foi criado para coibir práticas que, por meio de linguagem misógina ou depreciativa, limitem, desestimulem ou deslegitimem a atuação de mulheres na política. No entendimento da Justiça cearense, as falas de Ciro extrapolaram o limite da crítica política e incidiram na proteção expressa do dispositivo.

Análise | Opinião da reportagem

  • A decisão sinaliza um cerco mais firme da Justiça Eleitoral à violência política de gênero às vésperas do ciclo eleitoral de 2026. Com base no 326-B, o caso tende a balizar discursos públicos no Ceará e além, pressionando lideranças a separar crítica politicamente legítima de ataques com conteúdo misógino. A defesa de Ciro busca politizar o timing da sentença e deve levar a discussão às instâncias superiores, o que manterá o tema no centro do debate sobre os limites da retórica na arena eleitoral.

Próximos passos

  • A defesa de Ciro Gomes deve recorrer às instâncias superiores. Até decisão definitiva, a condenação permanece válida em primeira instância, com execução das medidas alternativas e manutenção das restrições impostas quanto a novas referências difamatórias à prefeita de Crateús.
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Política

Pedido de abertura de CPI do Banco Master terá ‘tratamento regimental’, diz Hugo Motta

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste domingo (17) que o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso do Banco Master receberá “tratamento regimental”. Na prática, segundo interlocutores ouvidos por líderes partidários, isso significa respeitar a ordem cronológica de apresentação das comissões já protocoladas — o que colocaria a CPI do Banco Master atrás de ao menos 15 outros pedidos que aguardam decisão para instalação ou arquivamento.

Fila de CPIs na Câmara

O requerimento para criar a CPI do Banco Master foi protocolado na Câmara em 2 de fevereiro pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e já conta com assinaturas suficientes para a instalação. A efetiva criação do colegiado, porém, depende de despacho do presidente da Casa, Hugo Motta. Parlamentares e técnicos avaliam, nos bastidores, que a justificativa de seguir estritamente a ordem regimental prospera sobretudo porque não há, no momento, interesse político majoritário na abertura da comissão.

Disputa por CPMIs no Congresso

Além da Câmara, há movimentações no Congresso para a criação de comissões mistas de inquérito (CPMIs) sobre o tema. Dois pedidos já foram apresentados: um pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) e outro pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS). Em paralelo, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e o senador Carlos Viana (PSD-MG) coletam assinaturas para novos requerimentos. No Senado, há iniciativas individuais dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-SE).

Regra regimental e impasse no Senado

O regimento do Congresso prevê a instalação automática de CPMI na primeira sessão do ano legislativo, desde que cumpridos os requisitos formais. Ainda assim, na sessão em que foram analisados os vetos do projeto da dosimetria, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recusou-se a instalar a comissão. Governistas apontam que houve um acordo com a oposição para derrubar vetos sem deflagrar a CPMI. Alcolumbre e líderes oposicionistas negam a existência de entendimento dessa natureza.

Judicialização

Diante do impasse, na última sexta-feira, Lindbergh Farias ingressou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar a Mesa do Congresso a instalar a CPMI. A judicialização adiciona pressão sobre o comando do Legislativo e pode acelerar decisões que, politicamente, vinham sendo postergadas.

Calendário eleitoral e cálculo político

Deputados e senadores reconhecem um calendário curto em ano eleitoral e relatam resistência da cúpula do Congresso em avançar com CPIs e CPMIs. Sob reserva, um deputado do Centrão recorreu ao adágio de Brasília — “uma CPI todo mundo sabe como começa, ninguém sabe como termina” — e admitiu que uma comissão dessa natureza “teria o potencial de atingir muita gente” dentro do Parlamento.

O que está em jogo

As comissões parlamentares de inquérito são instrumentos de investigação do Legislativo, com prazos definidos e foco em fatos determinados. Têm poder de convocar autoridades e requisitar documentos, e, em geral, funcionam como arenas de pressão política com impacto sobre agendas legislativas e sobre a opinião pública. No caso do Banco Master, acumulam-se ao menos sete pedidos de abertura de investigação no Congresso, refletindo a disposição de diferentes blocos partidários de escrutinar o tema por diversas frentes.

Análise da Revista Oi

A sinalização de “tratamento regimental” por Hugo Motta funciona, na prática, como um freio institucional que posterga a decisão política sobre a CPI do Banco Master. Em um ambiente de disputa intensa e calendário encurtado, a estratégia de priorizar a fila serve de escudo para a presidência da Câmara e preserva articulações em curso. Ao mesmo tempo, a multiplicação de pedidos na Câmara, no Senado e no âmbito de CPMIs mantém a pauta viva e aumenta a pressão — sobretudo se o STF vier a arbitrar pela instalação da comissão mista. Em suma, há apetite para investigar, mas falta consenso para pagar o custo político imediato.

Próximos passos

  • Despacho de Hugo Motta sobre a CPI do Banco Master, após análise da fila de requerimentos.
  • Decisão do STF sobre o mandado de segurança que pede a instalação da CPMI.
  • Definição no Senado sobre a postura da Mesa diante de novos requerimentos e de eventual ordem judicial.

Enquanto isso, a construção de maiorias e o relógio eleitoral tendem a pesar mais do que a retórica, indicando que qualquer avanço dependerá de cálculo político fino e de pressão concentrada de bancadas interessadas.

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Política

Datafolha: 39% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo; 30% como ótimo ou bom

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São Paulo — Uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (16) pelo jornal Folha de S.Paulo aponta estabilidade na avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 39% dos entrevistados consideram a gestão ruim ou péssima, 30% a avaliam como ótima ou boa e 29% a classificam como regular. Outros 1% não souberam responder. Os números repetem, dentro da margem de erro, o retrato observado em abril.

Avaliação do governo e comparação com abril

  • Ótimo/bom: 30%
  • Regular: 29%
  • Ruim/péssimo: 39%
  • Não sabe: 1%

Em relação ao levantamento anterior, de abril, as variações ficaram dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Na ocasião, 40% avaliavam o governo como ruim ou péssimo, 29% como ótimo ou bom e 2% não souberam responder. A fotografia atual, portanto, reforça um quadro de estabilidade e cristalização das opiniões sobre a gestão.

Aprovação e desaprovação do presidente

A pesquisa também mediu a percepção sobre o desempenho pessoal de Lula como presidente: 51% desaprovam, 45% aprovam e 4% não souberam responder. Assim como na avaliação do governo, os índices são os mesmos registrados em abril.

Expectativas após três anos e quatro meses de gestão

Questionados sobre o que esperavam do governo até aqui, 59% disseram que Lula fez menos do que esperavam, 23% afirmaram que entregou o que esperavam e 13% avaliaram que fez mais do que o esperado. O dado ajuda a explicar a persistência de um saldo negativo entre avaliação e aprovação, ainda que parte do eleitorado mantenha visão regular da gestão.

Contexto político: pesquisa sai após divulgação de áudio envolvendo Flávio Bolsonaro

Este é o primeiro levantamento publicado após a divulgação de um áudio envolvendo o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, no qual, segundo reportagens do g1, o parlamentar cobra repasses para o financiamento do filme “Dark Horse”, que narra a história de Jair Bolsonaro e menciona o ator Jim Caviezel. A pesquisa, contudo, indica que o episódio, ao menos até agora, não alterou significativamente o humor do eleitorado sobre o governo federal.

Metodologia

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 12 e 13 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O instituto faz parte do Grupo Folha, ao qual pertence a Folha de S.Paulo, e é um dos mais tradicionais na realização de levantamentos de opinião no país.

O que está por trás dos números (análise)

Os resultados reforçam um cenário de estabilidade e polarização das percepções: a desaprovação (51%) segue acima da aprovação (45%), enquanto a avaliação “regular” (29%) permanece relevante, sinalizando um contingente que não migra nem para o apoio nem para o rechaço total. O dado de expectativas frustradas — 59% dizem que o governo entregou menos do que esperavam — ajuda a entender por que o saldo negativo persiste, mesmo sem piora recente. Na prática, o governo enfrenta o desafio de transformar a percepção de “regular” em “ótimo/bom” e de reverter a sensação de frustração, especialmente num ambiente de ruído político constante. O fato de eventos de repercussão — como o áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o financiamento do filme “Dark Horse” — ainda não terem movido o ponteiro sugere que fatores estruturais (economia, serviços públicos, custo de vida e comunicação de resultados) pesam mais na avaliação atual do que episódios pontuais do noticiário.

Encerramento

Com índices estáveis em relação a abril, a nova pesquisa Datafolha indica que a opinião do eleitorado sobre o governo Lula está consolidada no curto prazo. Para alterar esse quadro, o Planalto terá de combinar entregas econômicas e sociais percebidas no dia a dia com uma estratégia de comunicação eficaz — único caminho plausível para reduzir a frustração apontada pela maioria e converter avaliação regular em apoio efetivo.

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